sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Coisas que descobri ao ter uma filha II

Uma escova normal preta pequena que vinha num secador de cabelo de oferta aleija a pentear. Uma escova com os dentes exactamente iguais mas com uma princesa (a Rapunzel) em cima, um laço roxo e brilhantes por todo o lado já não aleija. Ah pois é...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O meu desafio para 2013

Como aqui já disse, tenho alergias. Sou alérgica ao pó e aos pólens das minhas "amigas" mimosas e afins.
Depois de muito ler, concluí que não deve ser só isto. Ando com as mãos mesmo mal, cheias de eczemas. Tenho enxaquecas quando como carne de porco e marisco. Sou intolerante à lactose.
Portanto, decidi ouvir os sinais do meu corpo e fazer uma experiência.
Comecei 2013 com um desafio: nada de lácteos (mesmo nada, nem queijo, nem iogurtes, nada), reduzir bastante na carne e ingerir mais legumes. Idealmente, gostava de fazer só uma refeição de proteína animal por dia.
O que me estava a doer na alma era o café com leite matinal, mas na ervanária aconselharam-me o leite de aveia e estou apaixonada. Adorei :) A soja é de evitar. Ao contrário do que se pensa, não se deve ingerir mais do que 2 a 3 vezes por semana e francamente o sabor do leite de soja é para esquecer.
O saldo do dia 1 de desafio é francamente positivo: acordei mais leve e mais bem disposta. Não caí em excessos só por ser dia de festa e fui recompensada hoje.
O objectivo não é emagrecer, mas quer-me parecer que vou ter esse bónus :)

Aqui está um bom resumo: What Foods to Avoid If You Have Eczema

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Coisas que descobri ao ter uma filha I

Fazer capuccino caseiro e mistura para chocolate quente caseiros é fácil.
Limpar a sujidade que fica depois da "ajudante" de 3 anos dar uma mãozinha... é difícil.

Também fiquei a saber que a melhor forma de despegar os milhentos grãos de café solúvel que ficam colados no mosaico é encharcar o chão com água, esperar e passar novamente a esfregona.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Rescaldo do Natal

Entrei na época natalícia com o pé esquerdo, chateada com várias coisas.
Hoje já tive tempo de reflectir sobre o Natal e chego à conclusão que o saldo é positivo.
Recebi prendas realmente úteis, entre as quais dois livros que queria muito ler (Anna Karenina e Cloud Atlas) e não vi o esbanjar de dinheiro inútil de outros anos.
O melhor foi o saldo das prendas da minha filha. Recebeu o que pediu, claro, mas ao olhar para as prendas todas que lhe deram fiquei feliz por não serem despropositadas: jogos de tabuleiro, um vestido de princesa para brincar, uma casa de bonecas de madeira, dois peluches que tinha pedido, roupa... nada de electrónico e nada de muito complicado, apenas brinquedos de madeira e jogos simples. E ela ficou tão, tão feliz :)

Porque se foi falando de presentes, destaco alguns que me pareceram muito simples mas bem conseguidos:
- eu recebi finalmente a varinha mágica que tanto namorei, com acessório de picadora. Não uso a picadora assim tantas vezes como isso e assim tenho apenas uma máquina a ocupar espaço, em vez de duas (varinha e picadora);
- ofereci a uma familiar o livro de culinária da Margarida Rebelo Pinto, cujos direitos de autor revertem na íntegra para a Fundação do Gil. Ela gostou e entre este livro e outro escolhi o que ajuda quem precisa;
- recebi uma bolsinha de pano feita à mão. Bem gira, prática e original, é uma ideia para quem tem jeito para a costura;
- ofereci cabazes de Natal ao estilo da Joana Roque, inspirados aqui, com capuccino caseiro, mistura para chocolate quente, bolachinhas e aveia para o banho, com receita da Raquel Devillé. Foram uma surpresa e um sucesso :)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Espírito de Natal

Por motivos pessoais, o Natal é uma época de sentimentos contraditórios.
Sempre adorei o Natal, as luzes, os doces, a confusão, o frio. Basta dizer que a minha última contagem de presépios já passa os 30... e sem contar com os 4 de brincar que a minha filha tem.
Ao mesmo tempo, custa a passar, porque faltam pessoas muito especiais do nosso lado na mesa da Consoada.
Dito isto, vivam as crianças.
Pela minha filha, temos mega-árvore de Natal de 1,80 m carregadinha de luzes, fitas, bolas, enfeites espelhados, bonecos e até chocolates. Temos presépios (muitos ;)), calendário de advento caseiro, enfeites na porta, etc. Por ela, perdemos a cabeça e comprámos brinquedos muito especiais (não necessariamente caros) para ela e para o priminho. Escrevemos ao Pai Natal dos Correios que irá enviar uma prendinha como no ano passado. Vou fazer as filhoses que ela adora, fizemos miminhos para a educadora e auxiliares, ouvimos vezes sem conta o nosso CD de músicas de Natal (portuguesas), lemos livros de Natal e ela até adormece com canções de Natal. Curiosamente, não fomos a nenhum shopping ver o senhor de barbas brancas...

Pelos outros... bem, passava sem Natal. Prendas forçadas, confusões sobre quem passa o Natal onde... Haja pachorra. Este ano mandei as obrigações às urtigas. Natal é em casa em paz e sossego. Quem quiser que apareça. E isto com a agravante de ter a miúda doente.

Portanto espero que o meu Natal seja em casa, com calma, e com a pequenita recuperada. E desejo sinceramente a quem quer que leia isto que tenha um Natal genuinamente feliz e com saúde. Não vou desejar que tenham as prendas que pediram, vou desejar apenas que estejam todos bem e felizes, que é o que verdadeiramente importa.

Feliz Natal.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Presentes para crianças

A minha filha tem 3 anos e meio e joga ao dominó, às cartas, ao loto e agora a jogos de tabuleiro.
Joga um dominó normalíssimo, de pintas, e foi aí que aprendeu a contar. Tem um de bonecos mas não o usa para jogar porque se confunde com os animais e quer é juntar o cão às ovelhas para serem amigos e coisas dessas :)
Jogámos à pesca com um jogo da Unicef e à batalha com cartas de jogar normalíssimas.
E agora jogamos jogos de tabuleiro. Não tínhamos nenhum próprio para crianças e por isso era o tabuleiro do Trivial Pursuit ou do jogo da Glória da Caderneta de Cromos que andavam a uso.
Então decidi arranjar um. Corri tudo. Não sei que se passa com os jogos de tabuleiro mas andam muito diferentes do meu tempo. Há um jogo de escadas e serpentes 3D com peças malucas, um jogo do Ludo do Panda com umas coisas de plástico e mais não sei o quê para o dado, jogos de cães a comer roupa, ranhos a sair das cabeças...
O único jogo que encontrei como queria foi um simples jogo do género de jogo da Glória, com o carteiro Paulo. Lança-se um dado, contam-se as pintinhas e anda-se com os pinos (meros pinos de plástico lisos, que não andam sozinhos nem imitam personagens) e lá se segue pelo tabuleiro fazendo uma ronda de entrega de cartas. Simples. Custou 3,99 €. E a miúda adorou. Dá para todos jogarmos, é simples, até ajuda a explicar como funcionam os correios e dá para fazer batota. Sim, a batota faz parte da risada. Ela tenta aldrabar as regras, inconscientemente ou de propósito, rimo-nos, emendamos, contamos e vemos quem ganha.
Com a febre dos jogos, ela tirou todos os jogos do armário dela e esteve a admirá-los. E fiquei feliz porque afinal ela tem vários puzzles e jogos simples, variados e nada de muito orientado só para meninas (excepto dois puzzles, um da Minnie e outro das princesas). E o melhor de tudo foi ver que todas as caixas estão estimadas mas já têm aqueles sinais de muito uso, o que mostra que ela gosta deles.
Portanto, para o Natal encomendei mais 2 jogos de tabuleiro diferentes. Sim, eu confesso: sou fã de jogos de tabuleiro e fico deliciada com o facto de ter mais uma fã cá em casa.

Ah, num aparte, ela tem um jogo mais "elaborado", que é o equivalente do jumbo do Tragabolas. Deram-lhe no Verão e jogámos umas 5 ou 6 vezes. É giro mas não a cativa como os jogos clássicos.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Realidade

Quando estou completamente atolada em trabalho, quando andamos desanimados por causa da crise, quando ficamos amuados porque o dinheiro já não dá para chegarmos a uma loja e comprar qualquer coisa sem pensar, quando as coisas andam más...
...o Universo faz-nos abrir os olhos para o que realmente importa e prega-nos um susto. Foi só um susto, mas um susto com a coisa mais preciosa do mundo, a minha filha. Já não é a primeira vez que o Universo me manda abrir os olhos desta maneira, mas pelos vistos tenho a memória curta.

Digo só isto:
Vale a pena stressar com trabalho, com falta de dinheiro para futilidades, com crises e coisas do género? Não.

Vou para casa fazer bolachas com a minha filha sem pensar se o forno vai gastar muita ou pouca luz, apenas porque ela adora fazer bolachas e fica doida de alegria por ver flores e corações a saírem da máquina. E que se lixe tudo o resto.